segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

E você, acredita em anjos?




Baseado numa história real

Um relato da história de Clyn D. Barrus da BYU

Por Élder Jeffrey R. Holland


(...)

Falando de sua infância, passada em uma grande fazenda de Idaho, o irmão Barrus contou que sua responsabilidade noturna era reunir as vacas para a ordenha. Como as vacas pastavam em um local que margeava o, às vezes perigoso, rio Teton, a regra estrita na família Barrus era de que, durante as enchentes da primavera, os filhos nunca deveriam ir atrás das vacas que tentassem atravessar o rio. Deviam, em vez disso, voltar a casa e pedir ajuda aos mais velhos.

Certo sábado, logo depois de seu sétimo aniversário, os pais do irmão Barrus prometeram à família que iriam ao cinema, se as tarefas fossem terminadas a tempo. Mas quando o pequeno Clyn chegou ao pasto, as vacas que ele procurava tinham atravessado o rio, mesmo com as águas em seu volume mais alto. Sabendo que a incomum oportunidade de ir ao cinema corria risco, ele decidiu ir sozinho atrás das vacas, apesar de ter sido alertado várias vezes para nunca fazê-lo.

Ao fazer seu velho cavalo, Banner, entrar na correnteza fria e rápida, o menino mal conseguia ver a cabeça do cavalo acima d’água. Um adulto sobre um cavalo estaria seguro, mas por ser tão pequeno, a correnteza cobria o irmão Barrus completamente, exceto quando o cavalo, aos saltos, se lançava à frente, fazendo a cabeça de Clyn sair da água só o suficiente para respirar.

Agora narro nas palavras do próprio irmão Barrus:

“Quando o cavalo finalmente galgou a outra margem, entendi que minha vida correra grande perigo e que eu tinha feito algo terrível — eu desobedecera conscientemente a meu pai. Senti que só poderia me redimir se trouxesse as vacas em segurança de volta. Talvez assim meu pai me perdoasse. Mas já estava ficando escuro e eu não tinha certeza de onde estava. O desespero tomou conta de mim. Eu estava molhado, com frio, perdido e apavorado.

Desci do cavalo, caí ao chão e comecei a chorar. Entre os fortes soluços, tentei fazer uma oração, repetindo várias vezes ao Pai Celestial: ‘Sinto muito. Perdoe-me! Sinto muito. Perdoe-me’!

Orei por muito tempo. Quando finalmente ergui a cabeça, vi entre lágrimas um ser vestido de branco vindo em minha direção. Na escuridão, tive certeza de que era um anjo enviado em resposta a minhas orações. Não mexi um dedo nem fiz ruído enquanto ele se aproximava, tão assombrado estava eu com a visão. O Senhor realmente enviaria um anjo a mim, que tinha sido tão desobediente?

Então, uma voz familiar disse: ‘Filho, estava procurando você. Na escuridão, reconheci a voz de meu pai e corri para seus braços estendidos. Ele me abraçou apertado e disse amorosamente: ‘Fiquei preocupado. Que bom que o encontrei’.

Tentei dizer-lhe o quanto sentia, mas só palavras desconexas saíram de meus lábios trêmulos — ‘Obrigado (…) escuridão (…) medo (…) rio (…) sozinho’. Mais tarde fiquei sabendo que meu pai saíra a minha procura quando viu que eu não tinha voltado do pasto. Ao não encontrar nem a mim nem as vacas, ele soube que eu tinha atravessado o rio e que corria perigo. Devido à escuridão e à escassez de tempo, ele tirou as roupas e ficou só com a ceroula térmica branca, amarrou os sapatos ao pescoço e atravessou a nado o traiçoeiro rio para resgatar o filho que se perdera.”(...) Testifico-lhes que exitem anjos tanto celestiais, quanto mortais. Deus nunca nos deixa sozinhos nem desamparados nos desafios que enfrentamos.

Um comentário:

  1. É uma história bonitinha!kkkkkk Mas essa história mostra que nossos anjos da guarda são aquelas pessoas que gostam realmente da gente e se preocupam com a nossa falta! Acho que isso foi bem representado nessa história!

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